02 abril 2016

Um feminismo para todas, por Fernanda Vicente

Olá! Eu me chamo Fernanda, prazer.
E agradeço por estarem me lendo. Sou mulher, mãe, feminista, jornalista, fotógrafa, militante e muitas outras coisas. Escrever para mim é tão vital quanto respirar. Se não escrevo, me perco e não consigo lidar com o meu caos interior.
Escrever e ser feminista são fundamentais para me manter de pé e bem, produzindo e amando. Foi com o feminismo que encontrei meu lugar no mundo.
Portanto, falar de feminismo, para mim, é falar da vida, da minha vida e do quanto mudei desde que me tornei feminista. Falar de feminismo é falar de luta, de amor próprio, de empoderamento e de combate. Ser feminista, para mim, é acima de tudo um ato político e escrever é um ato revolucionário. Espero que possamos construir juntas essa coluna e assim aprendermos mais sobre
essa tal sororidade.
Sororidade é um termo muito usado no feminismo, que significa irmandade entre mulheres.



Mas, o que é feminismo e como ele surgiu?
Feminismo é um movimento social e político que tem como objetivo conquistar o acesso a direitos iguais entre homens e mulheres. Ele surgiu no século XIX com as sufragistas, mulheres que lutavam pelo direito ao voto feminismo.
Feminismo não é o contrário de machismo?
Não. O feminismo luta pela igualdade entre os gêneros. O machismo é um sistema estrutural que coloca o homem em posição de superioridade com relação à mulher.
Se eu for feminista, não vou mais me depilar?
Feminismo não se trata de depilação, mas ele te dá liberdade para conhecer seu corpo e decidir o que fazer com ele.
Ter pelos ou não é uma escolha individual. Você não vai ser menos ou mais feminista por se depilar, ou por deixar seus pelos crescerem.
Feministas odeiam homens?
Feminismo não se trata de homens, sobre odiá-los ou amá-los. O mundo inteiro já gira em torno deles. Feminismo é sobre você, sobre sua mãe, sobre sua irmã, sua amiga, sua vizinha. Feminismo é sobre e para mulher.
O feminismo incentiva o aborto?
Feminismo não "incentiva" o aborto. Mas lutamos para que a mulher seja a única a decidir sobre sua vida e seu corpo, não o Estado ou a igreja. Abortos acontecem, independente de serem ou não legalizados. E mulheres morrem em decorrência desses abortos clandestinos. Por conta disso, lutamos para que o aborto se torne caso de saúde pública e caiba à mulher decidir sobre seu útero e mais ninguém.
No mais,
Feminismo não é modinha

Feminismo não é clubinho
Feminismo não é rodinha hippie
Feminismo não é rolê
Feminismo não é seita
Feminismo é luta
É política
É resistência
É seguir resistindo

Sejam bem vindas.



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5 comentários:

  1. Compartilho do mesmo pensamento. Sou feminista também, temos e devemos lutar sempre por nossas escolhas.
    Unidas vamos além!
    Beijoo

    http://criativob.blogspot.com.br/ ❤

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    Respostas
    1. Que bom receber um comentário assim positivo Ariely!
      Seja bem vinda mana, juntas vamos além!
      Acompanhe a coluna da Fê, todo sábado tá?

      Eliminar
    2. Obrigada pelo apoio, Ariely. Sigamos na luta!

      Eliminar
  2. Fernanda, eu nao te largo! Sou feminista do Sertão, e vc é minha referencia...

    Onde quer que vc esteja, estarei te seguindo, gigante!

    Um beijo e a minha eterna gratidão...

    Sther do Sertão

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