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25 junho 2015

O Perdão...Gente como a gente, por Joyce Xavier

 Depois de passar por tantas coisas e dizer tantas vezes estar em paz, hoje eu digo que estou em paz. Não é fácil perdoar, é um processo lento, é uma luta diária com a mágoa e com os fantasmas das dores que insistem em provocar o sentimento do ódio.  
Durante muito tempo, a tristeza foi a minha amiga. 
Hoje ela ainda me visita, mas não é algo insuportável, pois fico triste comigo mesma. Quando a tristeza me visita, isolo-me com o meu silêncio e aprendo com ele. Sim, o silêncio nos traz ensinamentos. 
Muitas pessoas conseguem nos ensinar algo, através do sofrimento, mas para mim o silêncio é a forma de me reencontrar e analisar os meus caminhos, os meus desejos e os meus sonhos. Não quero me sobrecarregar de sentimentos ruins, não consigo evoluir, por onde quer que eu ande, sempre haverá algo para me atrapalhar, sempre encontrarei obstáculos impossíveis de superar. 
É quando voltamos à estaca zero e pensamos a melhor forma de recomeçar. 




Durante tantos recomeços e alguns desesperos (que particularmente, não me levaram a nada), percebi que a minha paz era interligada ao perdão. Desculpei tantos da boca pra fora, mas morria por dentro a cada instante, vivia em pesadelos diários e expressava uma falsa alegria, enquanto tudo dentro de mim doía. Fiz bloqueios em redes sociais, evitava frequentar os mesmos lugares, afastei-me de pessoas e de sentimentos que me fizessem esquecer a dor que me incomodava.  
Parei para pensar e percebi que o erro não estava nos outros. Aqueles que me magoaram, pediram desculpas (talvez sinceras) e continuaram as suas vidas normalmente (com seus problemas ou não), enquanto eu estava congelada no passado, sangrando a cada lembrança e inquieta quando revia as fotos ou escutava alguma música que me levasse ao passado. 
Pronto, foi quando eu entendi o meu silêncio. Ele me pedia para eu me perdoar, para eu me entender e observar tudo por um outro ângulo. 
E foi o que eu fiz. 
Entrei na máquina do tempo, regressei em todos os momentos que me traziam dor. 
Vi que também havia errado e que eu não era a dona do mundo para ter razão, eu não sou dona nem de mim mesma. 
Perdoei-me e analisando cautelosamente tudo, consegui perdoar os demais. Não é do dia para noite, não demora algumas horas ou dias. É um processo de crescimento, um processo que pode demorar anos, se você não acordar para a realidade logo. 
Não seria bom pra mim, suportar dores até o dia da morte, isso se a causa da minha morte, for causada pela mágoa. 
Perdão, não significa ficar próximo novamente, não quer dizer que tudo será como antes ou que precisa ter alguma ligação com o outro ser. 
O perdão está bem longe disso, mas está perto daquilo que você quer pra você. 
Na realidade, todos queremos ser livres da maldade e presos a paz. 

Joyce Xavier!




6 comentários:

  1. perdoar é msm essencial para levarmos uma vida mais leve e melhor. bom final de semana!

    www.tofucolorido.com.br
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  2. Texto bonito! Realmente perdoar é difícil, eu particularmente sei como é.
    Mas quando você perdoa, de coração, você acaba se sentindo melhor, em paz.

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  3. Me identifique com o texto. Perfeito.

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    Respostas
    1. Que legal! A Joyce tem este dom, mexer com as pessoas.

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