18 junho 2015

A menina do Jardim, por Joyce Xavier

Ela sempre foi uma menina mimada. E ao olhar da janela do seu quarto, havia um jardim. 
Apenas um. Sem flores, sem cor e sombrio. Por mais que o amor banhasse ao seu redor, ela era triste. Uma menina jovem e amarga. Suas amigas eram felizes.


Cada uma cuidava de seu jardim e parecia mágico ao pisar em cada um deles. Além de manhosa, era ansiosa. Não queria esperar o tempo certo, não cuidava do seu coração e percebeu que era estranha. Foi então que resolveu cuidar de seu jardim, mas de uma forma que ficasse bonito e sim para mostrar que também cuidava do seu. Ela queria mostrar a felicidade que não tinha. Pediu a governanta de sua casa, aquela que por muitos anos tolerou suas crises, para comprar flores e não sementes. Quando chegou, a menina desceu as escadas e foi até o jardim. E plantou, plantou e plantou. Mas as flores eram de plásticos. Em um falso jardim ela se interpretou com a satisfação. Não houve plantio e sim acomodação. Não havia cuidado e carinho. Seus olhos não brilhavam e não se sentia confortável ao sentar no banco superficial. Entre seus dias tristes e praticamente obrigatórios em seu jardim, surge um homem. Um senhor de roupa simples e chapéu antigo senta ao seu lado. E sem dizer uma palavra, ele leu através dos olhos da menina toda mágoa. Foi então que o gentil senhor levantou-se do banco e tirou de seu bolso uma semente. Chamou a menina e a fez observar. Ele plantou. E sem dizer uma palavra, virou-se e partiu. A menina sem entender, continuou no seu jardim até assistir o crescimento da semente. Percebeu, que para sentir a emoção deveria plantar e construir com o coração. Rapidamente se desfez de todas as falsas flores que estavam em seu jardim. Providenciou sementes de todos os tipos de flores que poderia imaginar. E todos os dias sua missão era plantar e assistir o crescimento de cada cantinho. Ela aprendeu, que a felicidade não se compra, não se falsifica e não se inventa. Que fingir ser algo ou estar bem para impressionar é inútil. Ela aprendeu que plantando com amor a alma se acalma, a mágoa se vai e a paz sobressai.

Joyce Xavier - Trecho do Livro Brilho da Minh'alma


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1 comentário:

  1. Muito bonito. Realmente a felicidade não se compra, muitos infelizmente pensam que tudo se compra.

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