30 junho 2015

Prosa Poética , por Rafael Toscano

Nascido na cidade de Niterói em 1987, Rafael L. Toscano graduou-se em Ciência da Computação pela Universidade Federal Fluminense e trabalha atuando na própria área. Começou a escrever contos e poemas quando adolescente e guardava-os em diversos arquivos em seu computador ou num pequeno caderno. Em 2012 criou a página com o seu nome no Facebook, onde começou a publicar textos mais curtos sobre temas diversos e a difundir a sua poesia. Mas foi em 2014 que passou a dedicar-se mais à sua maior paixão: a escrita. Leitor e escritor apaixonado, Rafael é autor e desenvolvedor do site OToscano.com. Escreve poesia, contos e romances. 

  
No ano de 2011, o poeta sueco Tomas Tranströmer foi agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura. No inicio da cerimônia, o escritor Peter Englund, secretário permanente da Academia Sueca, fez a leitura de um texto introdutório em homenagem ao autor. Neste texto, Englund diz algo como: "A boa poesia é uma coisa poderosa. Ela pode mudar a imagem que temos do mundo, tornando-a mais clara, definida, mais compreensível. E eterna" 
Apaixonei-me por literatura no final da minha adolescência. Desde aquela época, sinto um enorme prazer em sentar-me por horas a fio à procura de novos poemas - novos pelo menos para mim - , como um garimpeiro à procura de valiosas pepitas. Os anos passam e a poesia continua sendo a minha melhor amiga. Não importa o quão ruim seja o meu dia: no final, sempre tenho a certeza de que a madrugada estará ali à minha espera, como um barco ancorado, prestes a me transportar por um oceano vasto, profundo e desconhecido. A poesia clareia meu caminho, expande meus horizontes e revela-me emoções antes perdidas no tecido temporal, revelando-me as mais variadas facetas da vida e da morte.  
Apesar de trabalhar e possuir uma formação no campo das ciências exatas,  
A boa poesia é poderosa. 
E pensando nesse poder transformador, escrevi este texto para que eu possa compartilhar um pouco da minha experiência no mundo da literatura. Não tenho a pretensão de passar-me por homem letrado ou professor. Minha intenção não é impor a minha visão sobre a visão de outros. Estou aqui tão somente para compartilhar da emoção e sentimento inerentes à arte, tanto para seus amantes antigos, quanto para aqueles que ainda não provaram desta fonte infindável. Falo sobre assuntos diversos, desde às tão temidas métricas, quebras de linha e estilos à textos e poetas brasileiros e internacionais. 
Sendo assim, convido-o a viajar lado a lado comigo para que juntos possamos expandir nossos horizontes e usufruir dos frutos da poesia com meus novos  livros A luz vermelha ( titulo provisório) e com o romance policial Enforcados que será lançado em breve ! Uma aventura eletrizante que vai deixar você ávido por mais e mais do livro!






28 junho 2015

Conheça Beatriz Zanzini, na estreia do projeto Profissão Escritor!

E hoje vamos estrear o Profissão Escritor! Uma nova coluna aqui do blog, que tem como objetivo divulgar a literatura nacional, a intenção deste projeto é que a cada semana, um escritor fale sobre sua profissão, dificuldades para publicar, relação com editoras, blogueiros, momentos marcantes...essas coisas que a profissão acarreta!
E hoje estreando a coluna temos Beatriz Zanzini.


Nunca tive a pretensão de ser uma escritora. Aliás, não consigo sequer ver isso como uma profissão. Embora seja um trabalho, ainda mais quando você tem a enorme responsabilidade de publicar um livro, eu não consigo enxergar o ato de escrever como tal. Sinto não só um prazer imenso em desabafar e esclarecer pensamentos e sentimentos no papel, mas acredito que isso seja algo espontâneo e incontrolável pra mim. Basta eu pensar ou sentir com certa intensidade, e aí me pego escrevendo sobre. Não é algo que planejo, porque a inspiração vem naturalmente, seja por uma situação, por uma reflexão ou uma emoção diferente. Mas claro, sei que não deixa de ser uma forma de trabalho que, infelizmente, não é valorizada. O escritor tem um lucro muito baixo através de suas obras, além de ter que lidar com o preconceito de muita gente que acaba desmerecendo os seus textos por você não ter a fama e o reconhecimento de uma Clarice Lispector... rs Mas ainda assim, como é algo que você faz por paixão e de forma espontânea como eu já disse, isso acaba sendo pequeno diante da imensidão do amor que você sente pelas palavras.
Para quem deseja trilhar este caminho - como profissão ou até mesmo como um "hobby" - meu conselho é: faça isso com todo o seu coração e por si próprio. Muitas vezes você não terá o reconhecimento que espera, mas certamente será gratificante se expressar de uma forma que você gosta e se sente à vontade. E isso não há preço que pague.

"Beatriz Zanzini é formada em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo. Atualmente, trabalha como Produtora de Conteúdo Web em uma e-commerce de São Paulo. Possui uma página de crônicas, frases e reflexões com mais de 13 mil seguidores no Facebook. Amante das palavras, sempre gostou de escrever, desde criança. Publicou o seu
primeiro livro "Despindo-me em palavras" em 2015 pela Editora Penalux."


Gostaram? Então não perca toda segunda ( excepcionalmente hoje, a postagem foi no domingo) o Profissão Escritor...e se você é escritor e quer participar, envie seu texto para sil23_alves@hotmail.com com o assunto Profissão Escritor!
Beijos e até a próxima.




25 junho 2015

O Perdão...Gente como a gente, por Joyce Xavier

 Depois de passar por tantas coisas e dizer tantas vezes estar em paz, hoje eu digo que estou em paz. Não é fácil perdoar, é um processo lento, é uma luta diária com a mágoa e com os fantasmas das dores que insistem em provocar o sentimento do ódio.  
Durante muito tempo, a tristeza foi a minha amiga. 
Hoje ela ainda me visita, mas não é algo insuportável, pois fico triste comigo mesma. Quando a tristeza me visita, isolo-me com o meu silêncio e aprendo com ele. Sim, o silêncio nos traz ensinamentos. 
Muitas pessoas conseguem nos ensinar algo, através do sofrimento, mas para mim o silêncio é a forma de me reencontrar e analisar os meus caminhos, os meus desejos e os meus sonhos. Não quero me sobrecarregar de sentimentos ruins, não consigo evoluir, por onde quer que eu ande, sempre haverá algo para me atrapalhar, sempre encontrarei obstáculos impossíveis de superar. 
É quando voltamos à estaca zero e pensamos a melhor forma de recomeçar. 




Durante tantos recomeços e alguns desesperos (que particularmente, não me levaram a nada), percebi que a minha paz era interligada ao perdão. Desculpei tantos da boca pra fora, mas morria por dentro a cada instante, vivia em pesadelos diários e expressava uma falsa alegria, enquanto tudo dentro de mim doía. Fiz bloqueios em redes sociais, evitava frequentar os mesmos lugares, afastei-me de pessoas e de sentimentos que me fizessem esquecer a dor que me incomodava.  
Parei para pensar e percebi que o erro não estava nos outros. Aqueles que me magoaram, pediram desculpas (talvez sinceras) e continuaram as suas vidas normalmente (com seus problemas ou não), enquanto eu estava congelada no passado, sangrando a cada lembrança e inquieta quando revia as fotos ou escutava alguma música que me levasse ao passado. 
Pronto, foi quando eu entendi o meu silêncio. Ele me pedia para eu me perdoar, para eu me entender e observar tudo por um outro ângulo. 
E foi o que eu fiz. 
Entrei na máquina do tempo, regressei em todos os momentos que me traziam dor. 
Vi que também havia errado e que eu não era a dona do mundo para ter razão, eu não sou dona nem de mim mesma. 
Perdoei-me e analisando cautelosamente tudo, consegui perdoar os demais. Não é do dia para noite, não demora algumas horas ou dias. É um processo de crescimento, um processo que pode demorar anos, se você não acordar para a realidade logo. 
Não seria bom pra mim, suportar dores até o dia da morte, isso se a causa da minha morte, for causada pela mágoa. 
Perdão, não significa ficar próximo novamente, não quer dizer que tudo será como antes ou que precisa ter alguma ligação com o outro ser. 
O perdão está bem longe disso, mas está perto daquilo que você quer pra você. 
Na realidade, todos queremos ser livres da maldade e presos a paz. 

Joyce Xavier!





23 junho 2015

Eu, sozinha..por Beatriz Zanzini

Eu estava rodeada de gente sorrindo, falando alto e se fartando com aquela mesa repleta de comidas e bebidas. Por mais que o barulho das vozes fosse absurdamente alto, eu conseguia me desligar dele com facilidade, porque só conseguia prestar atenção na dor pulsante que eu sentia em meu coração. Tentei disfarçá-la com uma boa maquiagem no rosto, um vestido bonito e expressões alegres e forçadas. Não sei se obtive êxito, mas pelo menos eu tentei... Fiz até uma viagem com as amigas, fui conhecer um lugar novo e experimentar coisas inéditas na tentativa de te esquecer. Confesso que me peguei chorando por dentro diversas vezes em meio àquele mundo de copos cheios, decotes à mostra, beijos insinuantes e música alta. Mesmo assim, guardei a dor no bolso, fui dançar e tentar me divertir, mais uma vez para tentar te esquecer.
E então eu cansei e fiquei ali, sentada, sozinha e pensando no quanto você me fazia falta, no quanto eu ficaria feliz se de repente você me ligasse para desejar um feliz natal ou um feliz ano novo, acompanhado de um "estou com saudade". Eu não tinha dúvidas de que o maior presente que eu poderia receber naquele final de ano era ter você de volta na minha vida, e eu rezei para que isso acontecesse durante muito tempo.




E aí o tempo passou e faz mais de um ano que isso aconteceu... Lembro-me que eu ficava tentando adivinhar como eu estaria no próximo natal e no próximo réveillon. Cogitei que estaria feliz ao seu lado, com tudo resolvido e bem definido, como eu acreditava que era antes do término. Também cogitei que eu estaria com outra pessoa, alguém incrível que me fizesse ter a sensação de que valeu a pena sentir toda aquela dor que o nosso fim me causou, porque só assim eu estaria pronta para um relacionamento melhor e muito mais sólido.
Enfim, cogitei diversas hipóteses, mas não cheguei nem perto da que realmente aconteceu: eu, sozinha, sem nenhum sinal de paixão ou amor por algum cara, nem mesmo com aqueles casos em que existe a sensação de que há alguém disponível pra você. 
Eu, sozinha, sem nenhum resquício de vontade de te ter de volta, de ainda te amar ou de sentir a sua falta. 
Eu, sozinha, sabendo há muito tempo que você já estava em outra, e que hoje é muito mais feliz com ela ao seu lado do que foi comigo. 
Eu, sozinha, sabendo que aquele fim foi mesmo definitivo e que você jamais vai me mandar uma mensagem, me ligar ou aparecer, nem no natal e nem nunca mais. 
Eu, sozinha, renovada e sentindo uma paz e uma calma aqui dentro que surpreende a mim mesma. 
Eu, sozinha, comemorando aquela conquista que eu sempre quis ter, mas que você me dizia que era apenas um sonho bobo que jamais deveria ser levado a sério. 
Eu, sozinha, percebendo que não preciso de você e nem de nenhum cara incrível ao meu lado para entender que a vida é mesmo muito boa e que vale a pena ser vivida com o máximo possível de intensidade... Aliás, incrível mesmo fui eu, que tive que buscar sozinha a verdade para levar um tapa na cara e, mesmo com o coração em pedaços, reaprender a viver sem ninguém ao meu lado. 
Incrível mesmo fui eu, que mesmo machucada, reagi e fui atrás do que eu queria, do que eu acreditava, do que eu merecia. 
Incrível mesmo fui eu, que recomecei do zero e fui à luta mesmo com aquela ferida aberta, mesmo com o medo de cair mais uma vez. 
Incrível mesmo sou eu... que estou aqui agora, rodeada não só de gente, sorrisos, comidas e bebidas, mas também de um amor pela minha vida que me envolve por completo e de uma força que me mostra que eu sou capaz de enfrentar qualquer coisa, incluindo a sua ausência... Sem precisar de disfarce algum desta vez.
Incrível mesmo sou eu, que finalmente entendi que tudo é passageiro, que para toda dor existe cura e, principalmente, que o importante é que eu nunca estarei sozinha e nunca deixarei de me amar... porque o que vem de fora pode até me tornar mais forte e me trazer sabedoria (mesmo que seja de uma forma dolorida), mas a minha felicidade somente eu sou capaz de me proporcionar.

(E então me pego aqui, sozinha, fazendo um brinde às minhas conquistas, me orgulhando do meu amadurecimento, aproveitando a presença daqueles que vale a pena estar por perto e agradecendo a ausência de quem um dia me feriu, mas também me fortaleceu.)

Beatriz Zanzini 








22 junho 2015

Resenha do livro A Escolhida, de Brooke J. Sullivan

Está procurando um livro divertido que vai te prender a atenção e te fazer dar boas gargalhadas?
Pode parar de procurar! A Escolhida é a escolha certa para quem quer uma leitura gostosa e com uma trama cheia de mistério!  


TÍTULO: A Escolhida
ISBN: 978-85-68292-00-6
AUTOR: Brooke J. Sullivan
EDITORA: Planeta Literário
EDIÇÃO: 2014
PÁGINAS: 420

SINOPSE

Três amigos inseparáveis, mulherengos hilários e sedutores.
Três mulheres decididas a colocá-los na linha!
Por conta de uma traição, Alexandre jurou que se apaixonar outra vez, estaria fora de questão. Lindo, poderoso, sexy e arrogante, Alexandre tem uma fila de mulheres lindas aos seus pés. Quando sua assistente pessoal sofre um acidente, começa o calvário de Alexandre. Ele contrata Leila, sua mais nova assistente. Leila é a mulher mais bela, doce e irritante que já conheceu. Ele a quer e o sentimento é inevitável. Mas o destino resolve punir Alexandre. Leila é a única mulher que parece não ceder aos seus encantos.
Como será que Alexandre irá reagir ao ser rejeitado mais uma vez?
Ele contará com a ajuda de seus dois amigos inseparáveis e também mulherengos Léo e Thiago.



MINHA OPINIÃO


A Escolhida é um livro, muito, muito, mas muito divertido!
É praticamente impossível não morrer de rir das trapalhadas dos amigos Léo, Thiago e Alexandre.
Em 420 páginas, Brooke J. Sullivan, nos mostra o quanto todos somos capazes de mudar por amor.

Eu já li  e resenhei ( aqui e aqui) outros livros da escritora e enfatizo aqui, o quanto a escrita dela é prazerosa de se ler, apesar de ser um livro relativamente grosso, você fica tão presa na trama, que não percebe a leitura passar.
Mas se engana quem pensa que A Escolhida é apenas mais um livro hot, Brooke Sullivan, sempre traz para suas histórias problemas de questão social, assim como aconteceu em "Como foi depois de você" ( veja resenha) em que ela abordou a gordofobia e nos livros da trilogia Minha, que ela aborda uso de drogas, sequestro, violência contra a mulher, prostituição..em A Escolhida ela entra neste contexto e aborda a agressão a mulher, assunto que infelizmente faz parte do cotidiano de muitas mulheres, além de traições, trapaças politicas e falcatruas profissionais.
Eu adorei as 3 personagens femininas, principais da história, não são mocinhas convencionais que ficam á espera de seus príncipes defensores, até por que de príncipes, os três mulherengos desta história não tem nada.
Alexandre, traído por sua noiva Patricia, uma advogada que usa meios sujos e ilegais para alcançar seus objetivos, jura nunca mais se envolver emocionalmente com nenhuma mulher, mas tudo muda, o dia em que ele conhece  a audaciosa e petulante Leila, a única que parece não se render aos seus encantos ( e que encantos!! Pausa para o suspiro...)
Leonardo, o garanhão pegador que promete a si mesmo nunca se casar e ter filhos, vê seu mundo virar de ponta a cabeça quando conhece sua nova colega de profissão, a engenheira Jaqueline.

E Thiago, o mulherengo metido a machão conquistador, não resiste a Melinda, uma frequentadora do clube BDSM, decidida a colocá-lo na linha.
A Escolhida é um livro perfeito para quem busca uma leitura divertida e gostosa.
Super indico!




Ainda não esta participando do nosso TOP COMENTARISTA? Corre que ainda dá tempo, pra ganhar o livro Para Sempre uma Lembrança da escritora Dayane Neves, basta seguir o blog e comentar em todos os posts de junho!
Quem mais comentar leva!






20 junho 2015

Violetas ao vento...amizade/amor

Felizmente as coisas não são só tristezas na vida da Violeta. Se não fosse por seus amigos, tudo seria um pouco pior. 
Ela tem dois grandes amigos: Thamires e Ricardo. Eles são o ponto de felicidade da Violeta; com eles ela ri e se diverte dentro do possível, já que sua personalidade afetada não permite grandes coisas. 


Será por eles que ela sentirá carinho, pois não o tem pelos membros de sua família. Contudo, Violeta tentará recuperar o amor pela mãe, resgatar aquela mulher feliz e sorridente de sua infância. 
Violetas ao Vento é um livro no qual a protagonista buscará por amores, tanto o amor da amizade, da família, quanto o amor por si mesma. 

Quotes: 

Virei-me olhando para trás e vi meus amigos. Sorri. O que seria de mim sem eles? Não me sinto sozinha no mundo quando estou com eles. 

— Não acredito! — Thamires praticamente gritou e virou meu rosto para ela. — Deixa eu ver — abri a boca e minha amiga bateu palmas. Sempre exagerada. — Ficou lindo, florzinha. 
— Já falei pra não me chamar assim. Meu nome é Violeta — revirei os olhos. 
— E violeta não deixa de ser uma flor — ela me mostrou a língua. 
Os dois riram e eu não consegui ficar séria, também dei risada. Só eles para me fazer esquecer das coisas ruins. 






19 junho 2015

Sobre a Reflexão


Porque a vida é um espelho de nós mesmos!



Hoje o texto que apresento é diferente dos anteriores, porque acho que na vida corrida que todos nós levamos atualmente, devemos parar alguns instantes de nosso tempo e refletirmos sobre o que temos feito e o que recebemos em troca.
Enquanto muitos gostam de chamar de “ação/reação” ou “aqui se faz aqui se paga”, eu prefiro chamar de lei da oferta e ganho.
Vamos parar por alguns momentos e, enquanto lê esse texto, faça um balanço sobre o que tem recebido e o que você tem ofertado.
Porque recebemos pedras? Porque recebemos amor? Será que a vida está sendo justa comigo por oferecer espinhos? Será que estou me dando bem por receber flores quando o que eu tenho oferecido são intrigas, semeado discórdia, negando-me a ajudar o próximo enquanto me limito a olhar para meu próprio umbigo?
Mentindo sobre coisas que considero pequenas ou não importantes em relação a quem merece apenas a verdade?
Sendo desagradável quando digo o que penso e me vangloriando por dizer ser sincero,  quando na verdade estou sendo grosseiro e inoportuno?
O que estou ofertando e o que estou recebendo condiz com o que espero da vida?
Muitas vezes passamos desapercebidos por detalhes que não valorizamos, e deixamos passar em branco gentilezas e amabilidades que fariam toda a diferença para alguém.
Reclamamos quando a comida está ruim e não nos lembramos de agradecer quem a preparou ou sequer nos lembramos que enquanto nosso prato está cheio, muitos estão nesse exato momento com a barriga vazia, com um filho nos braços sem ter como alimentá-lo.
Reclamamos do quanto estamos estressados com a vida corrida, e nos esquecemos dos enfermos, dos idosos, dos órfãos que poderiam se beneficiar  se parássemos para estender a mão em benefício de outro.
Dizemos a nossos filhos o quanto o amamos e sequer damos ao trabalho de visitarmos nossos pais, de dizer á eles o quanto foram e são importantes em nossas vidas, até que a morte chega sorrateira e inesperada, sem nos dar a chance de nos despedirmos e dizermos o quanto significaram para nós.
Se fecharmos os olhos agora, por apenas um minuto, e fizermos uma reflexão sobre como temos agido em prol dos nossos semelhantes, poderemos dizer que somos pessoas desprendidas e gentis, que nos preocupamos com as pessoas ao nosso redor e estendemos a mão quando necessário?
Ou será que quando nos encontramos tristes, desanimados, doentes e solitários, lamentamos que não temos amigos ou que as pessoas são egoístas, que não se importam com ninguém, quando apenas são um espelho de nós mesmos?
Então, o que estamos oferecendo ao mundo?
O que o mundo está nos oferecendo?
A vida está sendo justa mediante as escolhas que fazemos?
Reflita sobre isso!!!


“Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus,   
de todo o teu coração, de toda a tua alma
e de todo o teu entendimento.
Este é o grande e primeiro mandamento.
O segundo, semelhante a este, é:
Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”
 Mateus 22:37-3










Priscila Magalhães Palmeira






Violetas ao Vento...Florbela Espanca

Florbela foi uma poetisa portuguesa que nasceu em 1894 e morreu em 1930. 
Suas poesias refletem muito os seus sentimentos, como solidão, desilusão, sofrimento, e passa também pela ternura, paixão, felicidade e, em alguns, erotismo. Alguns dizem que suas poesias são autobiográficas, e não duvido disso. 
Em Violetas ao Vento, Violeta ganha de uma amiga um livro da Florbela Espanca, A mensageira das violetas. Ela o lê rapidamente e adora. Daí para frente, passa a citar as poesias de Florbela em determinados momentos. 


Como as poesias de Espanca retratam muito a solidão, sofrimento e coisas assim, Violeta logo se identifica, pois sua vida não é das melhores. Ela sofre muito por causa da desestrutura familiar, o que afeta a sua personalidade (falaremos disso depois). 
Violeta encontra na poesia um refúgio dos seus problemas, ainda mais nas de Florbela, que a retratam como nenhuma outra já fez; ela se vê espelhada naqueles versos. 

Quotes: 

— Não precisava, mas obrigada — desembrulhei o presente e vi que ela me dera um livro. Li o título em voz alta: — A mensageira das violetas. 
— A sua cara, não é? — perguntou toda animada e não me esperou responder. — São poesias da Florbela Espanca — apontou para o nome na capa gasta. — Ela é portuguesa. Acho que você vai gostar. Comprei em um sebo. 

Como podia simples palavras expressarem todo o meu sofrimento? Os versos de Florbela Espanca continuaram a reverberar dentro de mim: 

Nesse triste convento aonde eu moro, 
Noites e dias rezo e grito e choro! 
E ninguém ouve... ninguém vê... ninguém... 






Páginação - Não altere este gadget!





© de tudo um pouco - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS - DESENVOLVIDO POR Horion Agência Digital