05 março 2015

Renascimento, As origens

A divisão histórica nos períodos que chamamos de Antiguidade Clássica e Idade Média foi proposta durante o Renascimento. O homem medieval não se via como integrante de uma era diferente da antiguidade.
Já os renascentistas dividiram o passado de cordo com as realizações humanas. 
Assim, como entendiam que o periodo entre séculos V e XV fora a "Idade das trevas", separaram-no da Antiguidade Clássica na qual haviam vividos os grandes artistas intelectuais que serviriam de modelo para o renascimento do mundo.
Diferentemente da mudança da Antiguidade para a Idade Média, que foi marcada pela queda do Império Romano, não houve evento histórico que determinasse o fim da Idade Média e o início do Renascimento.


A ideia que se fez popularizar durante alguns séculos, de que a Idade Média foi uma "Idade das Trevas" hoje em dia já não tem tanto peso.
Como defende o escritor norte-americano H.W.Jason em sua História da Arte, deixamos de ver a Idade Média como  " uma noite de dez séculos" e passamos a vê-la como a Idade da Fé, visto que é impossivel ignorar o valor da produção artística do período, seja na arquitetura gótica, seja na cultura popular, cujas características se fazem presentes ainda hoje na música e no teatro contemporâneos. Revisões a parte, houve  certos homens que foram muito importante para o Renascimento florescesse.
O poeta italiano Dante Alighieri ( 1265-1321), com a Divina Comédia, é considerado precursor da literatura renascentista, ao retomar os valores da Antiguidade Clássica, mas era ainda o pensamento cristão que norteava o seu trabalho.
Neste sentido cabe a Francesco Petrarca ( 1304-1374) o papel de maior destaque. Foi ele "o primeiro dos grandes homens", segundo H.W.Jason, a dar início ao Renascimento.. Humanista, Petrarca defendia a leitura das literaturas em contraponto a dedicação quase exclusivas aos textos religiosos.
Um apaixonado pelos gregos e romanos, embora ainda ligado ao cristinismo, o escritor italiano ressaltava em seus registros as virtudes humanas, postura que influênciou Giovanni Boccaccio ( 1313-1375). Boccaccio levou a literatura a um outro patamar com Decameron, coletânea de contos de linguagem espontânea que rompia com a rigides formal dos textos clericais, exaltando as peculiaridades da vida terrena.






Boccaccio proclamou, diante da obra do italiano Giotto ( 1267-1337), em 1350, que estava ali o primeiro pintor da nova era. Embora a afirmação seja considerada discutível por vários estudiosos, visto que Giotto conservava em seu trabalho muitas referências na tradição bizantina e no estilo gótico, é inegável a ruptura radical de sua obra em relação áquela produzida na Idade Média e, é bem verdade contemporâneos seus como Duccio, fizeram o mesmo.
Giotto tornou-se símbolo desta mudança justamente porr causa da propaganda de Boccaccio, que chegou a chamá-lo de "Petrarca da pintura"
Algumas das características do rompimento com a tradição medieval, tão rígida e solene, se dava a partir da humanização de figuras divinas e da busca pela representação de uma pintura mais realista.

Este foi um fenômeno que se desenvolveu de forma mais intensa não somente na Itália, mas também no Condado de Flandres ( território hoje entre a França e a Bélgica, banhado pelo Mar do Norte), de forma simultânea, por volta de 1420.








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4 comentários:

  1. Oi flor,
    Adorei seu post, você escreve muito bem.
    Arrasou!
    Beijos,
    www.blogdavivinh.com.br

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  2. Oi Silvânia!
    Respondi à uma TAG e você foi uma dos indicados pra responder também! ;)
    Passa lá! :D

    http://entre-termos.blogspot.com.br/2015/03/tag-7-coisas.html

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    1. Oi Diogo, obrigada pela lembrança!
      Passando agora mesmo.

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