30 novembro 2014

A história da ex-modelo viciada em crack: precisamos falar sobre seletividade social.

     As palavras "modelo" e "Cracolândia" parecem desajustadas e incompatíveis se colocadas, de alguma forma, em um mesmo contexto. Possivelmente, foi por causa desse sentimento de estranheza e perplexidade que os jornalistas da "Veja São Paulo" decidiram entrevistar e contar a história de Loemy Marques. Essa moça, a exemplo de tantas outras, veio de longe para tentar construir uma vida digna, mas, por algum motivo, acabou se tornando dependente de um vício conhecido por diminuir as chances de sobrevivência e trazer sequelas difíceis de superar. Convivendo com outros usuários na famigerada "Cracolândia", Loemy atraiu atenção e olhares preocupados... No entanto, parece imperar como nossa obrigação, enquanto cidadãos, que façamos um questionamento invertido: e os outros "viciados", que carregam essa marca tão pejorativa todos os dias, e permanecem abandonados em uma invisibilidade cruel? Por que a mesma comoção direcionada à ex-modelo não se estende a eles?


     Preconceito enraizado é um assunto espinhoso, do qual tentamos fugir a qualquer custo: ora dizemos que estamos isentos de responsabilidade em relação aos que vivem à margem da sociedade, ora cobramos medidas mais rigorosas do governo, embora ninguém costume apoiar projetos que valorizem uma distribuição de renda mais igualitária. Em uma ânsia desesperada de justificação, alguns dirão que a mídia dita as regras e, se apenas a modelo chama atenção, é porque os grandes empresários que controlam as emissoras assim o querem. Faz-se necessário, mesmo assim, contornar o discurso pronto e enfrentar a realidade aterrorizante de que todos os cidadãos se identificam mais com a moça alta, de pele branca e olhos claros do que com o menino negro que pede dinheiro na esquina e pode ser um assaltante. É preciso engolir em seco, por mais que doa, o fato de que tanto os jornalistas da Veja quanto os leitores e espectadores viram em Loemy uma semelhante, alguém que poderia ser sua vizinha ou prima, mas que, por azar ou circunstâncias do destino, perdeu-se em meio a uma "marginalidade" que tem cor e cara. O interesse em reabilitar a ex-modelo, em verdade, traduz-se como uma restituição à ordem natural estabelecida socialmente: as pessoas que poderiam estampar a capa de uma revista, ou serem mocinhas de Malhação, merecem oportunidades ainda que tenham percorrido um caminho ao encontro das drogas tais quais aquelas que já nasceram em um substrato de pobreza e carência de recursos quase impossível de perpassar.


     Loemy e o "mendigo gato de Curitiba", o qual também foi reintegrado à sociedade depois que uma foto sua foi veiculada nas redes sociais, tiveram trajetórias individuais que merecem respeito e consideração, mas tenho certeza de que outras pessoas, com necessidades equivalentes ou até maiores, sentem que não podem ser abraçadas por essa ajuda seletiva apenas por não se enquadrarem em um padrão estético, o qual, aliado ao preconceito racial, permite que a sua vivência nas ruas, em meio às drogas e à violência permaneça naturalizada, e até bem aceita, visto que o povo atirado à sarjeta é inserido no paisagismo urbano, e suas histórias não costumam ser ouvidas. 


     Espero que possamos refletir alguns instantes sobre isso para não fazermos parte da massa silenciosa que, com sua anuência e audiência, reforçam essa ideia de que alguns nascem merecedores de assistência e empatia, e outros, não. 

     Texto por Liziane Edler, do blog Licença para o imperfeito

29 novembro 2014

Resenha do livro Coraline, de Neil Gaiman – Li Para Chegar ao Topo #2


   É difícil não conhecer alguém que não tenha visto o filme de animação baseado neste livro, e foi justamente por causa dele que entrei em contato com o livro. 

   Coraline é uma menina corajosa e aventureira que acaba de se mudar para uma casa que divide com estranhas pessoas. No seu apartamento, ela encontra uma porta que, dependendo da hora e da ocasião, a leva para uma realidade não muito diferente da sua fisicamente, mas onde as pessoas a tratam melhor e tudo é bom. Só que essa realidade pode ser muito mais sombria do que aparenta e sair dela não será fácil. 

   Coraline tem o mérito de ser bastante conciso em sua construção. São poucas páginas, uma linguagem direta (até certo ponto, despretensiosa e inocente, mas há muito mais significado escondido) e uma trama carregada de suspense. As belas ilustrações que o livro contém ajudam a formar uma imagem de angústia para o leitor. Todas essas sensações não são meramente visuais: todo o livro clama pelo máximo de seus sentidos e, para dizer a verdade, poucas cenas são "assustadoras", por assim dizer. O medo fica em torno da parte interna da protagonista - e de quem lê  também. 

   Os personagens, um mais inusitado que o outro, parecem loucos no começo (eles são mesmo!), mas para tudo há uma razão e cada um tem sua importância. O melhor, é claro, é o Gato, que ajuda Coraline tanto no mundo fantasioso quanto no real e é um personagem encantador e hipnotizante. 

   Os diálogos são muito bem construídos e condizentes com as características dos tipos criados por Neil, que ainda possui uma escrita sensacional e fluída, que não deixa nada de fora, ou até mesmo vago, apesar do tamanho do livro. Agora entendo o motivo de ele ser um escritor tão consagrado! No próprio livro existe uma comparação de Coraline com Alice, e é algo para ser afirmado mesmo! Ambos os livros carregam significados implíticos, disfarçados e é isso que os tornam tão geniais! Além de tudo, o autor ainda utiliza de referências ótimas e bem encaixadas vindas de clássicos do terror, como O bebê de Rosemary, e nos brinda com situações instigantes nas quais você vai vibrar, sentir medo, rir, temer. Muitas vezes, tudo isso junto. 

   Meu nome é Ademilson Filocreão (Facebook: https://www.facebook.com/ademilson.filocreao) e eu serei o responsável por essa coluna, a "Li Para Chegar ao Topo". Postarei nos dias 03 e 29 de cada mês as resenhas de livros que eu tiver finalizado - exceto em época de Enem e outros vestibulares, hahaha.  Além de ler, gosto de escrever, assistir séries e ouvir música. Espero que tenham gostado da resenha e até a próxima!


28 novembro 2014

Book Trailler, Uma Canção para a Libélula

Como vocês sabem durante uma semana teremos diariamente a divulgação do livro Uma Canção para a Libélula da escritora Juliana Daglio e hoje vamos conhecer o Book trailer do livro.
É um vídeo muito emocionante, comovente espero que toquem cada uma de vocês!



Era uma comum primavera numa fazenda qualquer, mas um encontro inusitado aconteceu: a Menina e a Libélula se viram pela primeira vez. 
Assombrada por um medo irracional da Morte, a Menina é marcada por esse encontro para o resto de sua vida. Compõe então uma canção em seu piano, homenageando a misteriosa libélula. 
Os anos se passaram, Vanessa vivia em Londres e tinha a vida cercada por seu iminente sucesso como pianista, porém, algo aconteceu, mudando seu destino: Uma doença, uma viagem e um reencontro. 





Vanessa precisará encarar fantasmas que sequer lembrava um dia terem assombrado sua vida, tendo de relembrar a morte do irmão e reviver seu conflito com a mãe. E mais importante e mortal, conhecer a grande antagonista de sua vida, a quem chama de Vilã Cinzenta. De Londres a São Paulo, dos Palcos aos Lagos. "Uma canção para a Libélula" é a história de uma alma perdida e de sua busca por quebrar o casulo de sua existência, para só então compreender o sentido da própria vida. Este livro é um profundo mergulho em uma mente nebulosa, permeada por lagos obscuros e pela inusitada morte; não havendo sequer esperanças. 





Ainda não curte nossa página? Curta e receba todas as novidades em primeira mão!




Participe do livro Viagens de papel, envie sua crônica!

A Andross Editora está recebendo contos de novos escritores para publicação no livro "Viagens de papel - Contos e crônicas de temática livre”, a ser lançado em maio de 2015 no evento Livros em Pauta.
As crônicas podem ser enviadas até dia 31 de dezembro.
Qualquer pessoa pode participar. Basta acessar o site www.andross.com.br, ler o regulamento de participação e submeter seu texto à avaliação. As inscrições vão até 31 de dezembro de 2014.


SINOPSE DO LIVRO:

Quem lê desfruta de experiências reservadas somente àqueles que escolhem viver intensamente. Quem lê viaja. E vai longe... Descobre terras desconhecidas, muitas vezes, inimaginadas. Os autores do livro VIAGENS DE PAPEL desempenham brilhantemente sua função de agente de viagens e propõem pacotes diversos, capazes de agradar ao turista mais exigente. E lembre-se: o que importa não é o destino e sim a própria viagem..



Roberto de Sousa Causo
 
“Aceitaremos para avaliação qualquer conto ou crônica de qualquer temática”, conta Roberto de Sousa Causo, organizador do livro. “Queremos um livro bem diversificado”, completa.

SERVIÇO: 

Livro: “Viagens de papel - Contos e crônicas de temática livrer” 
Organização: Roberto de Sousa Causo
Envio do texto: até 31/12/2014
Lançamento: Maio de 2015 (no evento Livros Em Pauta
Regulamento: no site www.andross.com.br 
Realização: Andross Editora


27 novembro 2014

Playlist oficial...Uma Canção para a Libélula


Quando você começa a ler um livro logo se pergunta: Será que o autor se inspirou em alguém para criar os personagens?
Muitos autores escutam músicas que ajudam no processo de criação dos personagens dos livros, estas músicas formam a playlist oficial do livro.
Hoje vamos conhecer algumas músicas da playlist de Uma Canção para a Libélula...preparadas? Respirem fundos e apertem o play!

COLDPLAY- WHAT IT




EVANESCENCE- HELLO




FLORENCE + THE MACHINE- NO LIGHT, NO LIGHT




LACUNA COIL- FALLING


Quem quiser conhecer a playlist completa é só acessar Playlist, Uma Canção para a Libélula e curtir os embalos que inspiraram a criação dos personagens..

Amanhã teremos o Book trailer e  uma mini biografia dos personagens dos livros...não percam!



E não deixem de curtir a página do blog e a página da autora para ficar por dentro de todas as novidades em primeira mão!




Iogurte cremoso

INGREDIENTES


  • 1 copo de iogurte desnatado
  • 1 xíc. (chá) de morangos congelados
  • 1col. (sobremesa) de aveia em flocos
  • 1col. (sopa) de goji berry desidratada

MODO DE PREPARO

Bata no liquidificador o iogurte desnatado com os morangos congelados até a mistura ficar com a consistência de um creme.
Em seguida, adicione a aveia, e a goji berry.
Consuma em seguida.

Gostaram da receitinha? Eu amei, neste calor é uma ótima pedida não é mesmo?


26 novembro 2014

Entrevista com a escritora Juliana Daglio

E hoje vamos entrevistar uma estrela...ou melhor dizendo, vamos entrevistar uma Libélula!
Juliana Daglio, escritora que vem alçando vôos cada vez mais alto em  sua carreira, fala  sobre seus livros, projetos para 2015 e vida pessoal.
Vamos lá saber como pegar carona nas asas desta Libélula?

1- Conte- nos um pouco sobre você e quando decidiu ser escritora?


Eu sou um pouco “doida”. Hahahah... Minha cabeça é um turbilhão de coisas acontecendo todas ao mesmo tempo, então eu PRECISO escrever. 
Decidi que queria escrever ainda quando era pequena. Fui influenciada por contos de fadas, e pela Série Vagalume. 
Quando entrei na faculdade de Psicologia e comecei a estudar psicopatologias, principalmente a Depressão, senti que era hora de unir minhas ideias com as teorias e comecei a me aventurar na escrita de uma vez por todas.

2- Como surgiu a ideia do título do livro?

Antes do título final o livro se chamava “A Menina que Queria ser uma Libélula”. 
A questão da Libélula para mim era essencial, pois ela sempre funcionou como uma metáfora de tudo que eu enxergava na vida: beleza, transcendência, superação e liberdade. 
Depois de estudar bem o título, percebi que ele se aproximava muito de outros títulos do mercado, além de ser muito abrangente. Como a Canção que a Vanessa compôs quando pequena era uma das peças centrais da trama, inseri no título, dando assim a cartada final para o mesmo.

3- Trata-se de uma ficção, porém o assunto depressão é abordado com exímia, tratando da sua profissão, você inspirou-se em algum paciente?


Não. 
Jamais me inspirei em nenhum paciente, e acho que nunca o farei. Separo minha prática profissional em psicologia, da prática em clínica. 
Meus pacientes são sagrados, e meus personagens surgem de minhas percepções à cerca de sentimentos que eu tenho, e que percebo ao meu redor em pessoal da família, amigos e outros.

  4- Por que dividir o livro, Uma canção para a Libélula, em partes?

O original inicial era muito grande! 
A história passa por várias reviravoltas e compunha um conjunto de palavras que resultaria num livro de 800 páginas. 
A divisão foi para melhorar a fluidez do leitor, e preparar o coração de todos para a segunda parte da história.

5- Existe previsão para publicação da segunda parte da obra? E o que podemos esperar?

Abril de 2015!! Estamos quase lá!
Podemos esperar algumas respostas e o surgimento de novas questões. Assim como personagens que pareciam secundários que aparecerão mais e prometem conquistar o coração de vocês.

6- Como foi criar a história da Vanessa, protagonista da trama?


Foi sofrido e poético.
A Vanessa é uma parte de mim que ficou guardada por anos. Somos tão diferentes na maior parte das coisas, mas temos coisas em comum que me fizeram sentir sendo transcrita nas minhas palavras. A Vanessa agora é minha melhor amiga, e tenho por ela um carinho tão grande que a sinto como se fosse real, como se pudesse falar mesmo com ela.

7- Surgirá um Romance na continuação do livro?

Hmmmm suspenseee!!! Olha, se eu contar, meu editor me mata! HaUHAUhauHU
Mas podem esperar o surgimento de um personagem muito impactante, que pode abalar o coração das moças.


8- Como é a juliana no dia a dia?



Uma menina elétrica, com certos picos de silêncio obrigatório. Tem horror a tédio, então está sempre fazendo alguma coisa, principalmente lendo. Gosta de estar entre as pessoas que ama, e demonstra carinho com transparência. Procura sempre manter otimismo, ainda que às vezes isso seja um desafio. Pessoa inclinada a dormir tarde, pois a madrugada é a melhor amiga das ideias, e dialogar com seus personagens é o passatempo favorito.

9- Você está escrevendo O Lago negro, seu segundo livro, fale nos um pouco sobre ele..

O Lago Negro é a história de Verônica Cattani, uma garota de 20 anos que vive na luta para se manter sã. 
Ciumenta, intensa e muito criativa, ela vive a vida procurando seu lugar no mundo. Como Vanessa tem um passado obscuro e quando se muda para uma cidade interiorana para cursar Jornalismo, se vê envolvida numa trama misteriosa quando passa a escrever um livro, ao mesmo tempo em que é convidada a cuidar de um bebezinho muito peculiar. Lizandra, uma criança que nunca chora.

 10- Deixe uma mensagem para os leitores do blog que tenham interesse em ler seu livro...

Eu fico imensamente feliz somente com a oportunidade de falar com pouquinho com vocês! É uma honra estar aqui, pois também sou blogueira e sei o quanto esse grupo tem colaborado para a literatura nacional. Amo demaaaais meus blogueiros amigos. :D
E quem se interessar pela obra, quero dizer que pode ter certeza que estará adquirindo algo escrito com todo o coração e alma de uma escritora que quer passar uma mensagem de vida, amor e liberdade. Gostaria de tocar o coração das pessoas, e mesmo se não conseguir, serei grata pela oportunidade.



Rapidinha:

1 música:  Fix You (Coldplay)

1 Livro de cabeceira:  A Menina que Roubava Livros

1 Citação: “Ainda que eu ande pelo vale da Sombra da Morte, não temerei mal algum, pois Tú estás comigo.” Salmo 23

1 Sonho:  BestSeller Nacional!! 


Encontre a autora nas redes sociais. 








Horta em casa, como fazer?

Já pensou em ter alimentos fresquinhos, sem agrotóxicos, colhidos no pé?
Isso não é um privilegio somente  de quem mora no campo. 

As mini-hortas podem ser montadas em casa e apartamentos e garantem mais sabor a mesa.



ONDE FAZER


Caixotes de feira são uma excelente opção para iniciar a sua horta. 
Forre-o com madeira, faça furinhos para escoar a água e cubra com uma camada de brita, areia e terra.



O QUE PLANTAR

Algumas das espécies indicadas são hortelã, pimenta, alecrim e cebolinha, coentro, manjericão...
Lembre-se sempre de podar para não ficar muito grande dentro do apartamento.


 


CUIDADOS


A horta exige mais atenção que as demais plantas.
Você precisará da luz direta do sol por pelo menos uma hora ao dia.
A irrigação também deve ser diária e com pouca água para não "afogar" a planta!







25 novembro 2014

Top Five, Quotes de Uma Canção para a Libélula

Esta semana, mais propriamente ontem, segunda feira, se iniciou a semana de divulgação do livro Uma Canção para a Libélula da escritora Juliana Daglio.
Não postei ontem, por que seria a apresentação do livro e da autora, e como o livro foi indicado esta semana no Dica de Leituras, você pode conferir a sinopse e biografia da autora neste link e ficar ligadinhos esta semana pois os posts de divulgação serão diários e cheios de novidades!
Lembrando que teremos durante a semana de divulgação, posts 2 vezes ao dia!


De Londres a São Paulo, dos Palcos aos Lagos. “Uma canção para a Libélula” é a história de uma alma perdida e de sua busca por quebrar o casulo de sua existência, para só então compreender o sentido da própria vida. 


 Era uma comum primavera numa fazenda qualquer, mas um encontro inusitado aconteceu: a Menina e a Libélula se viram pela primeira vez. 


 Este livro é um profundo mergulho em uma mente nebulosa, permeada por lagos obscuros e pela inusitada morte; não havendo sequer esperanças.



Assombrada por um medo irracional da Morte, a Menina é marcada por esse encontro para o resto de sua vida. Compõe então uma canção em seu piano, homenageando a misteriosa libélula.







Gostaram dos quotes? Ficaram curiosos?  Curta a página do blog e a página da autora  e fiquem por dentro de todas as novidades!
E não deixem de acompanhar durante toda esta semana os posts diários de divulgação, teremos playlist do livro, entrevista com a autora, Book trailer e muito mais! 

Você não vai querer perder né?



24 novembro 2014

Entrevista com o artista David Dias

Bom dia...hoje vamos entrevistar um artista super talentoso!
David Dias! O mago dos desenhos! Um desenhista incrivel!!!
Conheci o trabalho do David através de um link de divulgação de uma entrevista que ele tinha dado para um blog ( perdi o endereço gente) e de cara fiquei abismada com o que este garoto faz com lápis e papel!
E pasmem pelo que li na página dele, isso é lápis comum...é ou não é de ficar de queixo caido gente?


1- Primeiramente gostaria de parabenizá-lo pelo belo trabalho e dizer que é um prazer recebê-lo no blog!


Eu que agradeço! O prazer é meu em participar respondendo as perguntas!

2-  Com que idade você deu inicio a carreira artística? Se lembra qual foi seu primeiro trabalho profissional?

Eu sempre gostei de desenhar, desde pequeno já fazia meus "rabiscos" vendo os desenhos do meu pai, porém só em Julho de 2013 que eu comecei a levar isso a sério e a me dedicar aos desenhos, meus trabalhos profissionais (remunerados) vieram alguns meses depois, no começo de 2014.




3- Quais foram as principais influências nacionais ou estrangeiras para seu trabalho?

Eu nunca tive uma influência específica, desde quando comecei a desenhar no ano passado eu via desenhos melhores que os meus circulando pela internet e sempre pensava em chegar a tal nível, e até hoje mantenho esse objetivo, tentando sempre evoluir a cada desenho.

4- Em termos de mercado de trabalho, onde um desenhista encontra as melhores oportunidades?

Bom, eu ainda sou muito leigo no assunto, porém isso varia bastante dependendo do tipo de desenho que você faz, desenhos cartunizados, realistas, abstratos etc.. cada estilo tem sua demanda, cabe também ao desenhista aproveitar as oportunidades que lhe são oferecidas, pois ela são bem escassas. 



5- Além de desenhista você tem algum outro trabalho?

Não, trabalho apenas com desenhos hoje em dia.

6- Dá pra se viver de arte ( desenhos) no Brasil?

É possível sim, basta aproveitar as oportunidades, no meu caso eu faço encomendas, então estou sempre tentando divulgar meus trabalhos pra conseguir mais clientes.


7- Qual a contribuição que a atividade de desenhista pode dar na construção do aprendizado de uma criança ou adolescente?

Desenhos exercitam muito a criatividade das crianças e adolescentes, ajuda muito no aprendizado e incentivam seus lados artísticos e culturais, pois muitos ficam curiosos por saber cada vez mais sobre arte e isso é ótimo.

8- Você recebe muitas encomendas? Os trabalhos são enviados para qualquer lugar do país? 

Eu recebo em média de 6 à 9 encomendas por mês pois levo em média de 3 à 5 dias em cada uma. E sim, eu envio pra qualquer lugar do país!


9- Parabéns mais umas vez pelo trabalho e obrigada pela entrevista.

Eu que agradeço! Foi um prazer, é sempre bom compartilhar um pouco do conhecimento, especialmente em relação a desenhos e arte!




Ai, você deve se perguntar, Mas Sil cadê a foto do artista? Não é regra por a foto do entrevistado? 

Calma! Relaxa que a foto já ta chegando....primeiro vamos dar um like ai na página do blog e do David Dias para ajudar na divulgação e acompanhar todas as novidades né?

E agora... David Dias, "O Cara" que faz estas maravilhosas obras de arte!


Quer conhecer mais do David?
Além da página profissional dele ai acima, você pode vê-lo no Instagram , lá dá pra acompanhar alguns trabalhos passo a passo, por fotos!
Gostaram? São perfeitos né?


E se engana quem pensa que deve ser um absurdo de caro mandar fazer um desenho ( o artista faz retratos pessoais também) eu perguntei ao David o valor e é super baratinho...por uma questão de ética profissional não vamos divulgar aqui os valores cobrados, mas quem quiser saber quanto custa e claro encomendar seu desenho é só entrar em contato com o artista, ele é muito atencioso!

Beijos e até a próxima!





23 novembro 2014

Operação Lava Jato escancara a lógica da corrupção


Nos últimos dias estamos assistindo no país uma das maiores e mais importantes operações de combate à corrupção da nossa história democrática.
A Operação Lava Jato lançou luz nos bastidores de uma das maiores empresas mundo: a Petrobrás. Gerida pelo poder público, a empresa vinha servindo para amealhar bilhões para os bolsos de empresários corruptos e políticos.
Até aqui não temos nenhuma novidade, né? Porque dos rincões desse país ao governo federal, em regra os órgãos públicos têm servido para isso mesmo.
A novidade é que dessa vez vimos grandes gestores e empresários serem presos. E isso muda muito, muda muita coisa. 
E escancara a lógica da corrupção. 

Porque veja só, muito se fala sobre políticos corruptos (daqueles que possuem cargos eletivos), mas sempre ficam à margem das denúncias grandes diretores e profissionais de grande capacidade técnica que se escondem atrás de seus currículos, mas que na verdade não passam de instrumentos bem qualificados para promover e viabilizar a roubalheira nesses órgãos públicos. Gente que não se expõe em palanques e que não coloca a cara em eleições, mas que são os conhecedores das engrenagens por onde o dinheiro entra e sai dos cofres públicos.


Além disso, a Operação Lava Jato expõe de forma clara para a população algo óbvio mas que muitas vezes não é percebido: que para haver corrupção, mais do que político desonesto é necessário que hajam empresários bandidos. Porque não há como desviar grandes volumes de dinheiro público senão por contratações com a iniciativa privada. E muitos desses empresários circulam nas colunas sociais como grandes nomes, andam em nossos meios (em meio a pessoas honestas) com a cabeça erguida e muitas vezes criticando a conjuntura política do país, mas a Operação da Polícia Federal deixou claro que não passam de quadrilheiros, bandidos, que abrem empresas para se aliar com políticos para desviar bilhões e deixar sem educação, sem saúde, sem dignidade um povo que sofre esperando decência e dias melhores.
É por tudo isso que essa operação se transformou na maior ação da Polícia Federal que já se viu nesse país. É bem verdade que boa parte desses políticos e empresários nem foram presos. Outros foram, mas já estão soltos. Mas que a operação se estenda e que tenha, pelo menos um caráter pedagógico. Pedagógico não para esses políticos e empresários, pois eles nada aprenderão sobre dignidade, honestidade e decência, e continuaram a envergonham seus filhos e desonrar a nação. Mas que tenham um caráter pedagógico para nós, povo, que conseguimos enxergar com mais clareza os meandros da política e buscar um rumo melhor para esse país.


Daniele Barreto

»» Advogada (UEFS), pós-graduada em Direito do Estado (UFBA), Consultora Política credenciada pela Associação Brasileira de Consultores Políticos, especialista em Marketing Político Eleitoral, Colunista (Coluna "Política à Flor da Pele"), Blogger.

 +55 (71) 9194-8081
Debata política conosco no FacebookFanPage e Twitter.
Ouça nossos comentários políticos em rádios baianas




22 novembro 2014

Para que (m) serve o teu conhecimento?

     Estamos em época de vestibulares por todo país, e talvez esse seja um dos assuntos que eu mais tenha conhecimento prático para comentar depois de ter estudado três anos para ingressar no curso de Direito. Para aqueles que estão se preparando para as provas, certamente, nada tem mais importância do que as aulas de revisão, os resumos das matérias, as tabelas de fórmulas, e aquela ideia persistente de que, quando tudo isso passar, virá a comemoração, os aplausos e a felicidade. Essa é a forma como somos ensinados a pensar nossa vida: em etapas arbitrárias, que devem ser atravessadas em determinadas épocas para você ser agraciado com um breve aval da sociedade para se sentir um pouco mais livre. Passei, cumpri meu papel, agora posso seguir inserido.


    Uma das consequências dessa visão de sucesso e realização tão restrita e funcional pode ser encontrada, em vultosos exemplos, dentro dos portões das Universidades. Se, há poucas décadas, o vestibular era um critério de seleção e manutenção das desigualdades, perpetuando o ensino superior e de qualidade apenas entre a parcela da população que já detinha o poder de escolha e de controle no microcosmo no qual estava inserida, atualmente, a leve e gradual abertura ainda não conseguiu sublimar uma das razões mais perniciosas que mantém a estrutura do ensino tal como é hoje. Ao contrário de ser um espaço de acolhimento à diversidade, não só cultural e étnica, mas também àquela que se relaciona aos ideais advindos de formações diversas, a Universidade se mantém como um recinto quase impermeável à inovação, sendo reduto de interesses alicerçados em estruturas corporativas seculares e de quase impossível desconstrução.


     Esse ensino centrado na figura de professores que se comportam como reis em castelinhos de areia, os quais referem autoridades penduradas em quadros, por vezes, mais prestigiados que o próprio conhecimento propagado por eles um dia, que seguem diferenciando turmas entre mais e menos aptos, e que podem fazer graça através de piadas embasadas nos preconceitos sociais, raciais e de gênero sem demonstrar afetação pelo constrangimento geral de sua pequena plateia, não começa com o vestibular e termina com o diploma. Pelo contrário, essa forma hierárquica e funcional de partilhar o conhecimento acaba ensinando aos alunos, por exemplo, que você pode escrever sobre a função social do Estado de Direito e, ao mesmo tempo, fundar e trabalhar em uma empresa que não tem qualquer comprometimento com a sociedade entorno desde que não haja nenhuma transgressão abissal à Lei. Afinal, a mesma teoria técnica, retrógrada e, em muitos momentos, absolutamente dispensável cobrada nos vestibulares mais tradicionais se estende à vivência do ensino superior, o qual, no mais das vezes, não pretende ter a pretensão que os seus alunos, e sucessores na continuidade das profissões, sejam capazes de interseccionar a necessária técnica aprendida com um mundo cheio de pluralidades e necessidades, as quais vão muito além do "a, b, c, d ou e" nas questões de múltipla escolha, ou da conta dificílima para a qual só existe uma resposta correta.


     Aos vestibulandos, eu desejo sucesso e coragem para que vençam não só as dificuldades externas, como também, e talvez principalmente, as lutas internas que decorrem de um ensino ainda segregacionista e anacrônico. E, aos meus colegas universitários, eu lanço uma pergunta que, já faz um tempo, vem sendo proferida aqui e ali: para que (m) serve mesmo o teu conhecimento? 


Texto por Liziane Edler, do blog Licença para o imperfeito

21 novembro 2014

Fila Indiana

 Que tal começarmos  o dia com uma reflexão?
Começarmos  analisando nossos próprios defeitos e as qualidades do outro e não ao contrário?
Vamos começar a semana em fila Indiana?




"FILA INDIANA"

Para mim os homens caminham pela face da Terra em fila indiana

Cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás.
Na sacola da frente, nós colocamos as nossas qualidades.
Na sacola de trás guardamos os nossos defeitos.
Por isso durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos, presas em nosso peito.
Ao mesmo tempo, reparamos impiedosamente nas costas do companheiro que está adiante, todos os defeitos que ele possui.
E nos julgamos melhores que ele, sem perceber que a pessoa andando atrás de nós, está pensando a mesma coisa a nosso respeito.

Mude ainda dá tempo, e não esqueça...

Sorria !!! ...
Autor: Gilberto de Nucci




The Cottage, Obra de arte do mês



O artista Jean Marc Janiaczyk gosta de pintar paisagens do sul da França, onde nasceu.
Ele trabalha com técnicas de impressionismo e realismo, usando tinta a óleo. No quadro The Cottage, cheio de lindas árvores e flores, é possível perceber como Jean retrata o calor do verão em suas obras, onde a luz solar é intensa e as cores vibrantes.







20 novembro 2014

Creme de limão com camadas de sucrilhos

Foto

INGREDIENTES:
  • 1 lata de leite condensado
  • 1/2 xíc. (chá) de suco de limão coado
  • 6 xíc. ( chá) de sucrilhos
MODO DE PREPARO

No liquidificador, bata o leite condensado com o suco de limão por 15 minutos ou até obter um creme bem encorpado.
Reserve.
Em uma tigela, ponha cinco xícaras de sucrilhos e quebre-os com os dedos formando uma farofa.
Em taças individuais, alterne camadas de creme de limão e farofa. Por último, distribua os sucrilhos restantes.
Leve a geladeira e sirva bem gelado.





Páginação - Não altere este gadget!





© de tudo um pouco - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS - DESENVOLVIDO POR Horion Agência Digital