28 abril 2014

Resenha do livro, Barbosa, Um gol silencia o Brasil



SOBRE O LIVRO:

"Para Barbosa, foram cinquenta anos de história e vinte horas de conversas registradas sobre noventa minutos de um único jogo.
Não qualquer jogo, mas a Copa do Mundo de 1950, em pleno Maracanã lotado, onde o Brasil perdeu o título para o Uruguai num chute mascado de Ghiggia. Nascia ali o pesadelo do goleiro Barbosa, talvez um dos melhores do futebol brasileiro, injustamente apontado como único responsável pela derrota. 
 Registrado com maestria por Roberto Muylaert, um dos 200.000 entusiasmados espectadores daquela data fatídica, que acabou virando uma metáfora negativa para o país da época, Barbosa – Um gol silencia o Brasil não se limita a analisar a situação sob a perspectiva do goleiro. ​
Muylaert oferece uma visão multifacetada da partida, um verdadeiro drama, como se carregasse uma câmera que registra cada ângulo, cada lance, de cada lado: brasileiro, uruguaio, da torcida, da sociedade. Num misto de catarse com redenção, Barbosa – Um gol silencia o Brasil recoloca o goleiro na posição que sempre foi dele, além do gol, no panteão dos melhores goleiros da história do futebol."




O livro mostra os pequenos detalhes de um dos gols mais comentado da história de todas as copas: O gol de Ghiggia que jogava pela seleção do Uruguai contra o Brasil na copa de 50 no Maracanã.
Barbosa foi considerado carrasco da seleção durante anos, embora eu acredite que a culpa pelo gol não se deva a falta de competência dele e sim a uma questão de jogo que envolve também sorte, afinal nem sempre quem joga melhor ganha, futebol tem dessas coisas.

" Ele deu 6 passos, em seis segundos, sem tocar na bola, muito pouca coisa para o futebol mundial, mas os mais longos momentos de sofrimento da histórias do esportiva no Brasil.
São passos que até hoje ecoam, como se o alariado e as vozes fantasmagóricas dos 200 mil entusiasmados torcedores que estiveram no Maracanã naquele dia ainda pudessem ser ouvidos por tantos anos depois.
O ponta direita uruguaio correu incríveis   40 metros sem ser molestado. Mais um passo e ele chutou de peito de pé: 2x1 para o Uruguai."


Mas se engana quem pensa quem o livro é uma leitura chata sobre futebol, o livro aborda temas históricos do ano de 1950 como gírias usadas, mídias, da nossa história politica e da vida de outros ícones do futebol:
Fala de uma época em que não havia televisão praticamente e há apenas um único registro deste gol nos arquivos de mídia.



 " As gírias cariocas nos anos 50, segundo o jornalista humorista Stanislaw Ponte Preta eram: cara de pau, dar no pé, suruba, ximbica, arigó, rosetar, barbeiro, bacana, estroinas, mão boba, tomar chá de cadeira. E mais uma, "vamos lavar a égua", expressão que definia o estado de espírito dos torcedores que seguiam animados, ainda na manhã do domingo, já no rumo do Maracanã, no dia 16 de julho de 1950, um dia sem chuva, em que as praias do Rio ficaram vazias."



Barbosa e sua inseparável Clotilde
"Em 1952, Abelard Franco, presidente da ADEG- Administração dos Estádios da Guanabara, perguntou se eu queria levar para casa um travessão e duas traves do Maracanã. Ganhei de presente dele.
Em casa, esquartejei a trave com meu compadre, colocamos querosene e fizemos a fogueira para uma churrascada."

Eu super indico a leitura, é um livro gostoso de ler, aborda o tema de forma divertida, sem deixar passar a seriedade do acontecimento.
No final do livro há um link onde se pode ver o único registro deste momento histórico, quem tiver a oportunidade de ler o livro e de ver o vídeo não deixe passar em branco.

SOBRE O AUTOR:




Roberto Muylaert é publisher, editor e fundador da RMC Editora Ltda.
Começou sua carreira como jornalista em 1964, na Editora Abril, onde lançou a revista Exame em 1967. Foi publisher de VejaExame e depois editor da revista Visão (1975-1976). Presidente da Fundação Bienal de São Paulo, Presidente da TV Cultura de São Paulo (1986-1995) e Presidente da ANER – Associação Nacional de Editores de Revistas (2008-2012), além de ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso (1995). Tem sete livros publicados:China, Chá e ChengMarketing Cultural & Comunicação DirigidaA Copa que Ninguém Viu, com Jô Soares e Armando Nogueira, Barbosa (1 edição), um gol faz cinquenta anosPaulinha (crônicas), Alarm! 1943-Roosevelt e Vargas em Natal.
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E então quem ficou curioso para ler o livro? Eu adorei quando o Paulo Levy da Editora Bússola, sugeriu que eu resenhasse ele.

Querem ver mais resenhas dos livros da Editora, clique AQUI e confira todos os livros que já resenhamos.
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18 comentários:

  1. Respostas
    1. Obrigada Erika, seja sempre bem vinda.
      Beijos.

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  2. Gostei! Interessante é poder observar um pouco da sociedade e sua cultura naquela época a partir do livro. Creio que seja perturbador, ler a descrição cheia de minúcias dos momentos de um gol. O livro parece ser divertido.

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    1. Na verdade não é perturbador por que o livro tem uma leitura super gostosa, divertida...
      Achei bem legal poder saber um pouco mais da nossa história através do livro, bem bacana mesmo.

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  3. Não conhecia, legal.

    http://www.elaecrista.com/

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    1. Obrigada pela visita Mara, seja sempre bem vinda.

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  4. Gostei da resenha , bem interessante =)
    Bjs
    Aquarela Pink

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  5. Nossa meu namorado vai amar esse livro, ele adora futebol. rs
    Estou te seguindo aqui no blog, beijos.

    www.nahboa.com

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    1. Obrigada flor.
      Passa a dica de leitura para o seu namorado então!

      Beijos e seja sempre bem vinda!

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  6. Não curto futebol de nenhum jeito kkkk.
    É o tipo de esporte que eu abomino. Não vejo graça.
    Apesar de não curtir, achei bem interessante sua resenha.
    Não conhecia o livro nem o autor, mas pra quem gosta é um "prato cheio". :)
    Resenha #143 - Louca por Você - Bad Boys - Livro 01 - M. Leighton.
    Confere lá!
    http://manuscritodecabeceira.blogspot.com.br
    Bjs.

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    1. Jura Lauri? kkkkkkk
      Eu adoro, não sou fanática, mas curto acompanhar os jogos, dá uma zoada básica quando o time dos amigos perdem, kkkkkkk

      Vou lá conferir sua resenha, beijos e seja sempre bem vinda.

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  7. Acredito que o Barbosa só saiu deste pesadelo depois que morreu.
    A geração dele jamais esqueceu do gol que ele sofreu.

    Histórias, estórias e outras polêmicas

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    1. Pois é Claudio, infelizmente ele foi injustiçado por uma geração inteira de amantes da bola.

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  8. Bem interessante!
    Beijocas linda!
    http://carolinalbackes.blogspot.com.br/

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  9. Ótima dica!
    Beijos

    http://www.cindysmess.com/

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