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06 maio 2013

Celebrando cada vez mais a estupidez humana

“Vamos celebrar a estupidez humana” - Perfeição - Legião Urbana





Na Semana que estreou nos cinemas o filme sobre o início da carreira da Legião Urbana, composto por Renato Russo, Marcelo Bonfá, Dado Vila Lobos, o trio mais famoso da banda, que contou também com  Eduardo Paraná (guitarra – 1982), Ico Ouro-Preto (guitarra 1982-1983), Paulo Paulista (teclado – 1982) e Renato Rocha (Baixo – 1984-1989), Um dos programas dominicais mais influentes da Televisão brasileira dedicou parte  musical e cultural de seu programa para:  “O mais novo fenômeno do funk carioca: uma garota de 20 anos que largou a carreira de administradora para correr atrás da fama! Com vocês, Anitta!”
Pausa para engolir a indignação!
 Quem assistiu ao Fantástico ontem, se deparou com essa chamada para a reportagem sobre Anitta, uma jovem que largou a faculdade e estágio numa multinacional para cantar funk e fazer shows por aí. Um péssimo exemplo, que é anunciado dessa forma toda animadinha como se o Brasil estivesse revelando a sucessora da Madonna.
Antes de prosseguir com a minha crítica, que será não diretamente a Anitta, e sim a essa geração alienada e à indústria fonográfica, bem como aos empresários que estão dispostos a colocar qualquer porcaria nas paradas de sucesso, gostaria de explicar como tomei conhecimento dessa “artista”. Antes de começar a aula na faculdade, o comentário geral era a preocupação com a volta para casa, uma vez que teria um mega show no Barra Music (casa de show) e por conta disso, o imenso engarrafamento seria inevitável. Quando eu perguntei de quem era o show, alguém me respondeu, da Anitta e da Preta Gil. A Preta todo mundo já conhece, inclusive eu. Óbvio que não pelos esforços risonhos dela querer se manter na mídia e se achar uma cantora, e sim por ser filha do Gilberto Gil, que vem a comprovar que talento não é hereditário. Mas quando eu perguntei quem era essa tal de Anitta, vários olhares esbugalhados, num tom reprovador, se lançaram na minha direção e perguntaram quase que intimidadoramente: Você não conhece a Anitta? E Realmente fiquei intimidada. Eu me senti uma alienada, uma sem cultura, rapidamente imaginei que essa tal de Anitta devia ser alguma atração internacional, sério, pela importância dada a essa menina, pensei que estavam falando de uma nova espécie de Adelle. Daí na esperança de me fazerem ligar o nome à pessoa cantaram um trecho da música: “Prepara, que agora é hora do show das poderosas que descem e rebolam...♫”. Então, eu me dei conta de que seria um show de funk e disse toda decepcionada: Ah, ta! Encerrando assim o assunto.




Mas fiquei pensando, como o brasileiro de modo geral, dá importância para coisas tão mínimas como celebridades instantâneas, reality shows, “fenômenos” musicais como a tal Anitta, que só tem 05 músicas, mas já tem CD, gravadora e turnê. Ao passo que, artistas que são verdadeiramente talentosos, que tem suas próprias composições, banda e tudo mais, não despertam o interesse das gravadoras e empresários, que por sua vez, viriam nos apresentar esses artistas.
Imagino que isso deve ser muito desmotivador para eles, acredito que muitos pensam em desistir de seu próprio estilo e tentar migrar para esse mercado que está em alta graças à ausência de inteligência das pessoas, que acham muito mais divertido canções que exaltam o sexo, o entretenimento prejudicial, o abuso de álcool e a inversão de valores nas músicas, especialmente presentes no sertanejo universitário e no funk.
Sinto saudade da época em que tinha que assistir aos videoclipes da Legião Urbana escondida da minha mãe para não levar esporro dela, dizendo que eu estava assistindo a “esses maconheiros, drogados, aidéticos”. Será que ela se sentiria mais orgulhosa do meu gosto musical, se naquela época, eu estivesse fazendo o quadradinho de 8? As mães de hoje em dia, se orgulham e incentivam!

16 comentários:

  1. São poucos que dão certo....um exemplo que não é para todos!!!
    Passa no meu blog pra conhecer tb, se gostar siga que eu sigo tb!!!
    www.makeolatras.blogspot.com.br
    Bjsss =]

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    1. Veerdade Bia.

      Vou conhecer seu blog sim, com todo prazer!

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  2. Precisei entrar no google pra saber quem é essa criatura e ainda assim fiquei no vácuo.

    Trecho da reportagem:
    Foi você que inventou o quadradinho de oito?”, pergunta o repórter.
    “Não. Calma. Eu inventei o convencional, que você tem que mexer o quadril e parar”

    Oi? kkkkkkkk

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    1. Agora pirei também....., convencional? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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  3. Boiei completamente. Não assisto mais ao Fantástico pq em geral, é perda de tempo. Meio que desisti da tv aberta. E é uma completa alienação o que acontece. As estrelas - cadentes - de hoje em dia, são uma vergonha. Enquanto nossa MPB sofre a duras penas tentando manter-se viva, Luan Santana, Michel Teló e Anitta's vão surgindo aos montes. Triste mesmo!

    Blog: O silêncio não existe
    FanPage: www.facebook.com.br/osilencionaoexiste
    Beijos, Lenise

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    1. É Verdade, Lenise Bruna, eu também não tenho assistido tv ultimamente, a maioria das notícias acompanho por sites de jornais pela Internet e acabei encontrando essa reportagem sobre a Tal Anitta na globo.com.

      E o pior, é que a MPB, ao contrário do rock que realmente deu uma estagnada, vem renovando seus talentos. Muita gente boa tem surgido, só não encontram o espaço e um público mais apurado. Infelizmente o que faz mais sucesso é o que agrada a maioria, e como a maioria prefere ir a uma balada do que a um espetáculo, o resultado é esse.

      Agradeço muito o seu comentário e o das demais meninas, e aproveito pra deixar uma dica de uma rádio fantástica que escuto quase diariamente, onde inclusive tem um programa de incentivo aos novos talentos, chamado faro MPB.

      Não deixem de conferir, se não forem do Rio de Janeiro, poderão ouvir pelo site:

      http://mpbbrasil.com.br/

      Beijinho a todas!

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    2. Verdade, tem aparecido nomes muito bons, na MPB e o The Voice Brasil também mostrou muitos talentos, mas ai o programa acabou e todo mundo sumiu, não entendo como é que pode cantores com um nível tão elevado perder ouvinte pra cantores como Catra, Pocahontas ea fins... Tava vendo o programa " Astros" no sbt e tinha muita gente boa cantando, no que eles chama de duelos eu tava torcendo pra um menino pequeno mas que canta super bem, ai na hora da escolha vi o jurado Arnaldo Chatonildo lá, dizer á um grupo d funk que queria que eles soubessem que ele tinha brigado por eles.
      Poxa! E ainda diz que é um dos melhores produtores musicais do país? Ah, fala serio.

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  4. Estou louca para assistir o filme adoro!
    Obrigada pela visita bjocas
    http://www.blogmulhervaidosa.com/

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  5. Bom eu vi a reportagem do fantastico
    E fiquei me perguntando...quem é esta menina???rsrs e o que ela esta fazendo aí???

    bjo

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    1. A mesma coisa aconteceu comigo Nise?

      Quando falou nova relação e tal e eu vi quem era eu disse OI? Cadê a revelação?

      Bjs, flor bem vinda sempre!

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  6. Menina, eu tava escrevendo sobre um assunto semelhante pro meu blog ontem a noite. Não vi essa reportagem, thanks God, ou estaria com muita raiva até agora. Sou uma apaixonada por Legião Urbana e pelo que resta das memórias a boa música nacional. Vou assistir o filme ainda essa semana, só vendo um tempo a mais. Fico indignada com esse povo e o gosto musical deles, não que eu esteja insinuando que o meu é melhor, mas é tenso ver uma mãe achando lindo uma criança que mal sabe falar rebolando e vendo coisas que ela não deveria, afinal, é uma criança. Tá cheio de cantor bom dessa nova MPB e a maioria das pessoas não ouviu falar nem ouviu na rádio, afinal, só se toca Ah, lelek e outras coisas deploráveis. Vou postar meu texto sobre o assunto ainda hoje, acho enorme a importância da música na educação, e música tem poder pra educar, ah, tem sim, desde que comece no berço! Se não der certo, pelo menos tentou-se, não é? Só é triste continuar vendo meninas e meninos tendo conceitos sexuais tão cedo de forma errônea antes que tenham senso de causa e consequência e a TV influenciando.

    Já estou te seguindo, meu blog é o http://mostcaffeine.blogspot.com.br/, caso queira conhecer, ficarei feliz em receber você e seu comentário!

    beijos

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    1. Danielly, será uma prazer conhecer seu blog e igualmente comentar sobre assuntos que tenham relevância. Sem querer ser saudosista, mas parece que hoje em dia só o que não é proveitoso é que faz sucesso, as pessoas estão numa carência enorme de cultura, de valores e de bons exemplos a seguir. Lembro-me que no passado, nos esportes, os ídolos eram Ayrton Senna, hoje qualquer um pode ser ídolo, lembram-se do Bruno, julgado pelo cárcere privado e morte daquela moça, Elisa Samúdio? Ele já era considerado ídolo. Voltando a esfera da música, eu acho que falta educação mesmo. Está faltando como você disse, educar desde o berço, o que acontece é que muitos pais estão terceirizando a educação dos filhos, deixando para avós, escola, creches, cumprirem essa obrigação. Sem querer desmerecer o funk, mas se você entrar num coletivo, geralmente encontrará uma pessoa ouvindo funk sem os fones de ouvido. Isso para mim é um grande desrespeito, até porque, assim como é proibido fumar no ônibus, é proibido ouvir rádio também, se repararem bem, existe uma plaquinha lá na frente, próximo ao motorista. E alguém já ouviu alguém ouvindo Chico Buarque alto no ônibus? Não, porque geralmente quem ouve um tipo de música mais refinado tem uma base melhor do que quem ouve funk. Não quero ser discriminatória, porém, acho que é necessário apresentar uma música de qualidade, que fale de valores, de amizade, de amor, de consciência. E a MPB tem tantos exemplos, o próprio Rap, que é um estilo bem semelhante ao funk, é um bom exemplo de voz da favela, das comunidades porque traz à luz uma realidade que não seja observada por todos. Então quem não curte uma música mais calminha, quer algo mais agitado, porque não adaptar pelo menos as letras? Porque o grande problema do funk, é o conteúdo das canções. Que tem palavrão, desvalorização da mulher, da criança e do adolescente ("as novinha", apologia ao crime e às drogas em muitas delas. Muito diferente de O Rappa, que fala perfeitamente de questões sociais e é uma banda talentosíssima.

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    2. Claro que eu lembro d você, viu?! Eu volto aos blogs que comento pra ver se houve resposta (risos).

      Você centrou MUITO bem qual o problema do funk, não é o ritmo e sim as letras (de uma ou duas palavras que se repetem por dois ou três minutos). É ridículo o quanto são machistas e tem algumas mulheres que fazem música de 'resposta' que mostram bem o quanto a sociedade é machista e acabam desrespeitando a si mesmas e as outras a volta. Eu também gosto d'O Rappa, tem alma, é bom de se ouvir.

      Beijos!

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  7. Olá, pessoal!
    Para quem achar estranho essa simpática caricatura da Paola Bracho respondendo a vocês, deixa eu explicar: Eu sou Paula Reis, não a responsável pelo Blog, e sim pelos textos postados na Culuna "Parolando e Paolando com Paula Reis", sim, sempre que o texto estiver com este marcador, é porque fui eu quem escrevi. Então, sempre que possível, responderei pessoalmente, usando este perfil!

    Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a minha participação no Blog, pode acessar este link abaixo, que é o meu texto de apresentação. Bjs Bjs


    http://detudoumpouco28.blogspot.com.br/2013/04/conhecendo-paula-nova-colunista-do-blog.html

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    1. Volta logo sócia! Saudades de vc Paola Bracho!

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